
Custos operacionais são todos os gastos necessários para manter uma planta industrial funcionando: energia elétrica, mão de obra, insumos de produção, manutenção de equipamentos, peças de reposição, logística interna, externa, entre outros. O problema não é o custo em si, mas a falta de controle que a indústria possui sobre ele.
Segundo uma pesquisa recente da ABRAMAN(Associação Brasileira de Manutenção), os custos operacionais de manutenção possuem um impacto relevante no faturamento das indústrias, variando de cerca de 2% a mais de 10%. Na maioria dos casos, estima-se que esse valor fique em torno de 5%. Ou seja, em uma empresa que fatura 10 milhões por ano, é R$ 500 mil indo embora sem retorno.
Os 5 maiores vilões do custo operacional industrial
Manutenção correntiva em excesso
Um dos erros mais comuns de quem toma decisão na indústria é agir apenas quando o problema já aconteceu. Nesse ponto, o impacto já chegou no financeiro, pressionando diretamente os custos operacionais na indústria.
Na realidade industrial, o prejuízo vai muito além da troca de uma peça. A parada afeta a produção, gera ociosidade na equipe, compromete prazos e pode resultar em multas contratuais. Em operações contínuas, qualquer interrupção já é suficiente para elevar rapidamente os custos operacionais, principalmente quando existe dependência de volume e prazo.
Outro ponto crítico aparece na urgência da reposição. Sem planejamento, a empresa fica refém da disponibilidade do mercado. É comum aceitar prazos longos, compras parciais ou até itens fora da especificação ideal, o que aumenta ainda mais os custos operacionaisda empresa e ainda abre espaço para novas falhas no curto prazo.
Com o tempo, esse padrão vai se repetindo e a operação passa a funcionar sempre sob pressão. A manutenção deixa de ser previsível, o controle se perde e os custos continuam subindo sem que exista uma ação estruturada para interromper esse ciclo.
Empresas mais eficientes tratam esse problema com antecedência. Monitoram falhas, organizam itens críticos e trabalham com fornecedores que garantem disponibilidade. Esse tipo de decisão reduz paradas inesperadas e mantém os custos sob controle de forma consistente.
Estoque de MRO mal administrado
MRO (Manutenção, Reparo e Operação) são os insumos que mantêm a fábrica rodando: rolamentos, correias, mangueiras, retentores e vedações, lubrificantes, correntes, acoplamentos, buchas, mancais. Sem uma gestão eficiente de estoque, é comum acumular itens em excesso e ficar sem os itens críticos exatamente quando mais precisa.
É essencial ter um mapeamento claro para identificar os itens críticos para o andamento da operação, inclusive aqueles que são simples ou de baixo custo, mas que podem parar toda a operação. Esse mapeamento normalmente passa por uma análise de criticidade, que considera fatores como impacto na produção, tempo de reposição (lead time), custo de parada e dificuldade de reposição.
Outro ponto fundamental é definir estoques mínimos e de segurança com base no histórico de consumo e criticidade do item. Isso evita tanto as rupturas do componentes levando ele ao nível mais alto de estresse e tempo, quanto o excesso de capital parado. Para dar escala e controle a esse processo, entram ferramentas como ERPs (Enterprise Resource Planning) e CMMS (Computerized Maintenance Management System). Esses sistemas permitem:
- Monitorar o consumo em tempo real
- Evitar estoque negativo (quando o sistema “vende” ou utiliza algo que não existe fisicamente)
- Controlar ordens de compra e reposição automática
- Identificar compras duplicadas por falta de visibilidade
- Integrar manutenção com estoque (ex: uma ordem de serviço já reserva o item necessário)
Além disso, sistemas mais avançados permitem criar alertas inteligentes, como:
- Nível mínimo atingido
- Consumo acima do padrão
- Itens parados há muito tempo (risco de obsolescência)
Consumo de energia descontrolado
Equipamentos mal mantidos consomem mais energia. Um rolamento com desgaste excessivo aumenta o consumo do motor em até 15%. Uma correia com tensionamento errado reduz a eficiência de transmissão em até 10%. São perdas invisíveis no seu relatório de energia. O ponto aqui é: essas perdas não aparecem de forma simplificada no relatório de energia. Elas ficam escondidas atrás do consumo total da planta, mas quase sempre têm a mesma origem: desalinhamento e esforço mecânico desnecessários. É uma das causas mais negligenciadas do aumento dos custos operacionais na indústria.
A Roltek atua diretamente nesse tipo de cenário, ajudando a identificar e corrigir essas falhas na prática. Além do suporte técnico especializado, fornecemos o Schaeffler Laser Trummy2, um alinhador a laser que permite ajustes precisos, evitando que o equipamento trabalhe fora das condições ideais.
Na prática, isso significa mais eficiência energética, menor desgaste dos componentes e menos perdas invisíveis na operação. Já auxiliamos centenas de empresas com esse tipo de ajuste por meio do nosso treinamento Roltek Service. Entre em contato com um especialista e entenda como reduzir os custos operacionais da sua planta e alavancar o seu faturamento.
Retrabalho e desperdício na produção
Retrabalho e desperdício na produção quase sempre estão ligados a problemas mecânicos que passam despercebidos na rotina. Um desalinhamento de eixo, por exemplo, não só aumenta o consumo de energia, mas também gera vibração, variação no desempenho e perda de precisão no processo. Em linhas onde há transmissão por correias ou acoplamentos, um tensionamento incorreto ou desalinhamento pode fazer com que o equipamento opere fora do padrão, resultando em produtos fora de especificação, necessidade de retrabalho e até descarte de matéria-prima em alguns casos.
Dados da International Energy Agencyindicam que sistemas motrizes concentram grande parte do consumo energético industrial e possuem potencial de economia de até 25% com melhorias de eficiência. Já estudos do U.S. Department of Energymostram que otimizações em sistemas industriais podem gerar ganhos de eficiência que variam entre 15% e 25%, dependendo da aplicação.
Além disso, o uso de componentes já desgastados, como rolamentos falsificados ou comprometidos, afeta diretamente a estabilidade da operação. A máquina deixa de trabalhar de forma contínua e previsível, impactando o controle de qualidade e aumenta a variabilidade do processo, que é um dos principais gatilhos de desperdício industrial.
Uso de rolamentos falsificados
O uso de rolamentos falsificados é um dos fatores mais críticos, e muitas vezes ignorados quando falamos de retrabalho, desperdício e falhas recorrentes na indústria. Diferente de um componente original, que segue padrões rigorosos de engenharia, um rolamento falsificado apresenta variações dimensionais, materiais de baixa qualidade e ausência de controle térmico, o que compromete totalmente seu desempenho.
Na prática, isso reduz drasticamente a vida útil do componente. Enquanto um rolamento original pode operar por dezenas de milhares de horas dentro das condições ideais, versões falsificadas podem falhar prematuramente em poucos meses ou até semanas (temos diversos cases de clientes com esse tipo de problema quando chegaram até a Roltek). Esse tipo de falha gera aumento de vibração, perda de estabilidade no processo e impacto direto na qualidade final, resultando em retrabalho e descarte de produção.
Além disso, estudos do setor indicam que falhas relacionadas a rolamentos estão entre as principais causas de paradas não planejadas, podendo representar até 50% dos problemas em equipamentos rotativos. Quando associados a componentes falsificados, esses índices tendem a ser ainda mais críticos, já que o comportamento do equipamento se torna imprevisível.
O resultado é um ciclo silencioso de perdas: mais consumo de energia, maior desgaste de componentes adjacentes e aumento da variabilidade do processo produtivo. Por isso, garantir a procedência dos rolamentos não é apenas uma questão de qualidade, mas uma decisão direta sobre eficiência operacional, confiabilidade e redução de custos na indústria.
Estratégias práticas para reduzir custos operacionais industriais
Implante a Curva ABC de Peças Críticas
A Curva ABC é uma forma prática de classificar itens (estoque, clientes, produtos) com base na sua importância, e ela nasce diretamente do Princípio de Pareto.
O Pareto diz que, em muitos cenários, 80% dos efeitos vêm de 20% das causas. Ou então, 80% do resultado vem de 20% do esforço. Na indústria, isso aparece o tempo todo: uma pequena parte dos itens é responsável pela maior parte do impacto na operação.
Aplicando isso na Curva ABC:

Migre da Manutenção Corretiva para a Preventiva
A lógica é simples: é mais barato trocar um rolamento programado do que consertar o equipamento depois que ele parou. O plano de manutenção preventiva é o documento que organiza quando, o quê e como inspecionar e trocar.
NA PRÁTICA
Um técnico experiente consegue estruturar o básico de um plano preventivo em cerca de uma semana para uma linha de produção média, mas isso envolve algumas etapas que fazem toda a diferença no resultado:
- Levantamento dos ativos críticos: identificar quais equipamentos realmente impactam a produção (aqui entra muito da lógica de criticidade e Curva ABC)
- Mapeamento dos componentes: rolamentos, correias, acoplamentos, graxas e lubrificantes, pontos de lubrificação e itens de desgaste
- Definição de periodicidade: baseada em horas de operação, ambiente (poeira, umidade, carga) e histórico de falhas
- Criação de rotinas simples de inspeção: vibração, temperatura, ruído e condição visual
- Padronização das ações: o que fazer quando encontrar um desvio (ex: relubrificar, alinhar, substituir)
O efeito começa a aparecer rápido porque você sai de um cenário reativo para um minimamente controlado. Nos primeiros 3 meses, já é comum perceber:
- redução de paradas não planejadas
- queda no consumo de peças emergenciais
- diminuição de horas extras da manutenção
- maior estabilidade no processo produtivo
Consolide Fornecedores de MRO
Trabalhar com 15 fornecedores diferentes para comprar rolamentos, correias e mangueiras é ineficiente. Cada nota fiscal, cada negociação, cada cadastro é tempo e dinheiro. Consolidar em 1 ou 2 distribuidores regionais com portfólio completo reduz custo administrativo e melhora o poder de negociação.
É comum ver empresas do Nordeste comprando de distribuidores de fora só pelo preço mais baixo. O problema é que, quando surge uma necessidade urgente, a peça pode levar cinco dias ou mais pra chegar e, em muitos casos, as entregas ainda chegam separadas. No fim, o que era acaba saindo caro demais.
E por último, mas não menos importante: escolher um distribuidor autorizado e de confiança. São diversos casos de clientes de diferentes portes e segmentos que estavam consumindo rolamentos falsificados e mal sabiam (ou sabiam, mas achavam estar economizando).
Indicadores de custo que todo gestor industrial deve acompanhar
Custo de manutenção / RAV
- Mede % do ativo em manutenção/ano. Geralmente, abaixo de 3% é excelente
Backlog de manutenção
- Mede as horas de serviço pendentes. Interessante ser feito de 2 em 2 semanas
% de manutenção preventina
- A intenção aqui é medir a quantidade de manutenções preventinas foram feitas em relação ao total. Se esse número estiver acima de 70%, estamos em um ótimo número
MTBF
- Mede o tempo médio entre as falhas. O ideal é que aumente mês a mês
Custo por hora produzida
- Custo total / horas de produção. Buscar fazer essa taxa cair todos meses.
O papel do fornecedor regional na redução de custos
- Uma distribuidora autorizada de confiança com atuação no Norte e Nordeste com grande estoque local não é só conveniência, é redução de custo direto. Compare:
- Frete de SP para Recife: R$ 180 a R$ 450 por pedido + 5 a 8 dias de prazo
- Frete local (distribuidora regional): R$ 0 a R$ 60 + entrega no mesmo dia ou em 24h
Multiplique isso por 20 pedidos por mês e a economia fica evidente. Além do frete, a pronta entrega evita que você precise manter estoques grandes, reduzindo custos operacionais através da liberação de capital de giro e maior capacidade de planejamento de produção.
Conclusão
Reduzir custos operacionais não é cortar investimentos em manutenção, mas fazer o dinheiro trabalhar de forma mais inteligente. Plano preventivo, gestão de MRO, escolha de distribuidores autorizados e uso de dados são as alavancas que realmente transformam o resultado de uma operação industrial.
É nesse contexto que a Roltek se posiciona como parceira estratégica da indústria. Como distribuidora autorizada das principais marcas globais, com o maior estoque do Norte e Nordeste e logística preparada para entregas imediatas em toda a região, conseguimos reduzir não só prazos, mas também riscos e custos ocultos da operação.
São mais de duas décadas atuando lado a lado com a indústria, entendendo os desafios do dia a dia e entregando soluções que vão além do fornecimento de peças. No fim, não se trata apenas de comprar melhor, mas de operar melhor, com mais eficiência, previsibilidade e resultado.
Quer saber como a Roltek pode ajudar sua empresa a reduzir custos operacionais com produtos de qualidade? Fale com o nosso time técnico. Atendemos com pronta entrega no Norte e Nordeste.
