Reduza falhas com a lubrificação industrial adequada

por | 07/05/2026

lubrificacao industrial

Lubrificação industrial é o processo de aplicar lubrificantes, como graxas e óleos, em máquinas e componentes para reduzir atrito, desgaste e superaquecimento. Esse procedimento é essencial para aumentar a vida útil de rolamentos, engrenagens e equipamentos industriais.

A lubrificação inadequada é a principal causa de falhas prematuras em rolamentos industriais. Segundo a Schaeffler, fabricante das marcas FAG e INA, os problemas associados à lubrificação incorreta, seja por excesso, deficiência ou uso do produto errado, respondem pela maioria das ocorrências de falha antes do fim da vida útil projetada de um rolamento. Para equipes de manutenção e compras industriais, entender as diferenças entre os tipos de lubrificantes e saber selecionar a graxa correta para cada aplicação é, antes de qualquer coisa, uma decisão técnica que impacta diretamente a disponibilidade das máquinas.

Por se tratar de um tema essencial para a confiabilidade e desempenho dos equipamentos industriais, resolvemos explorar neste artigo como funciona a lubrificação industrial com foco em graxas para rolamentos, destacando a linha Arcanol da FAG/Schaeffler, referência técnica para aplicações com Rolamentos FAG na indústria.

O que é lubrificação industrial?

Lubrificação industrial é o conjunto de práticas e produtos utilizados para reduzir o atrito entre superfícies em movimento relativo dentro de máquinas e equipamentos. O lubrificante cria uma película protetora entre as peças, reduzindo desgaste, dissipando calor, protegendo contra corrosão e prolongando a vida útil dos componentes.

Em aplicações industriais, os dois principais tipos de lubrificantes são os óleos e as graxas. Os óleos lubrificantes são indicados principalmente em sistemas com circulação forçada, alta rotação ou onde a dissipação térmica é crítica, como em caixas de engrenagens, mancais hidrodinâmicos e sistemas de lubrificação centralizada a óleo. As graxas, por sua vez, dominam amplamente as aplicações com rolamentos de elementos rolantes, mancais de bloco, articulações e eixos, por oferecerem vantagens práticas significativas em condições normais de operação industrial.

Para a maioria das operações de manutenção industrial com rolamentos, motores elétricos, redutores, transportadores, bombas, ventiladores industriais, a graxa é o lubrificante correto e mais utilizado.

Por que a graxa é o lubrificante dominante em rolamentos industriais

A graxa é tecnicamente descrita como um lubrificante semissólido composto por três elementos: óleo base (mineral ou sintético), espessante e aditivos. O espessante, que pode ser sabão de lítio, sabão de lítio/cálcio, poliureia ou outros compostos, é o que confere à graxa sua consistência pastosa e determina boa parte de suas propriedades de desempenho.

Em relação ao óleo, a graxa apresenta vantagens operacionais importantes:

  • Retenção no ponto de aplicação: A consistência semissólida mantém a graxa no rolamento sem escorrer ou vazar, eliminando a necessidade de sistemas de vedação complexos.
  • Proteção prolongada: Uma boa graxa, aplicada corretamente, pode lubrificar um rolamento por meses ou anos sem relubrificação, dependendo das condições de operação.
  • Barreira contra contaminantes: Além de lubrificar, a graxa atua como vedação passiva, dificultando a entrada de poeira, umidade e partículas abrasivas, fatores que causam falhas prematuras.
  • Resistência a temperaturas extremas: Graxas formuladas para aplicações específicas mantêm suas propriedades em faixas térmicas amplas, onde óleos comuns perderiam eficiência.
  • Simplicidade de aplicação e manutenção: A relubrificação com graxa é mais simples de executar no campo, com menor risco de contaminação e sem necessidade de sistemas de circulação.

Nenhum desses benefícios, porém, se materializa quando a graxa errada é utilizada para a aplicação. É aqui que a seleção técnica correta faz toda a diferença.

A linha Arcanol FAG/Schaeffler: o que diferencia uma graxa premium para rolamentos

Schaeffler FAG Graxas Arcanol

A linha Arcanol é a família de graxas para rolamentos desenvolvida pela Schaeffler sob a marca FAG. Diferente das graxas convencionais de uso geral, as formulações Arcanol foram desenvolvidas e testadas especificamente para rolamentos de elementos rolantes, levando em conta as variáveis técnicas críticas de cada aplicação: carga, temperatura, velocidade de operação, ambiente e tipo de rolamento.

O resultado prático é significativo. Segundo a própria Schaeffler, graxas Arcanol proporcionam intervalos de relubrificação mais longos e vida útil mais estável em comparação com graxas convencionais de mesma categoria NLGI, o que representa menor custo total de manutenção, mesmo que o custo unitário do produto seja superior.

A linha Arcanol é organizada em famílias com aplicações bem definidas:

Arcanol MULTITOP e MULTI2/MULTI3: Graxas universais para rolamentos

As graxas MULTITOP, MULTI2 e MULTI3 são as versões universais da linha Arcanol, indicadas para rolamentos de esferas e de rolos em condições padrão de operação industrial. A MULTITOP tem base de óleo mineral + éster com espessante de sabão de lítio e aditivos EP (extreme pressure), com viscosidade de 85 mm²/s a 40°C e faixa de temperatura de –40°C a +150°C. A MULTI2 é indicada para rolamentos de esferas com diâmetro externo até 62 mm; a MULTI3, para rolamentos com diâmetro externo acima de 62 mm.

São as graxas mais indicadas para a maioria das aplicações industriais convencionais: motores elétricos de baixa e média potência, ventiladores, bombas centrífugas e equipamentos de processo em geral.

Arcanol LOAD220, LOAD400 e LOAD1000: Para altas cargas

A série LOAD foi desenvolvida para rolamentos submetidos a cargas elevadas, situação comum em equipamentos de mineração, britadores, prensas industriais, moinhos e transportadores pesados. A denominação numérica corresponde à viscosidade do óleo base a 40°C: LOAD220 tem 220 mm²/s, LOAD400 tem 400 mm²/s e LOAD1000 tem 1000 mm²/s. Quanto maior a viscosidade, mais espessa a película lubrificante formada, o que é essencial para proteger as superfícies de contato sob alta pressão de contato.

A LOAD400 é especialmente usada em rolamentos principais de aerogeradores eólicos, britadores de minério e equipamentos de construção pesada.

Arcanol TEMP90, TEMP110, TEMP120 e TEMP200: A linha para altas temperaturas

A série TEMP responde às situações onde o calor é o fator limitante. São graxas com espessante de poliureia e base de óleo sintético, projetadas para manter a estabilidade química e a eficácia lubrificante em temperaturas contínuas acima do que graxas convencionais suportam.

A TEMP120 suporta operação contínua até +120°C (com picos até +180°C), com viscosidade do óleo base de 400 mm²/s a 40°C. Já a TEMP200 é indicada para as aplicações mais extremas, como fornos industriais, secadores e processos com temperaturas superiores a 150°C de forma contínua. São graxas críticas em indústrias têxteis, cerâmicas, de papel e cimento.

Arcanol SPEED2,6: Para alta rotação

A graxa SPEED2,6 é formulada para rolamentos que operam a velocidades muito elevadas com cargas leves, ferramentas industriais, eixos de máquinas, mesas giratórias e instrumentos de precisão. Usa óleo base sintético com viscosidade de apenas 25 mm²/s a 40°C e espessante de sabão complexo de lítio, com limite de rotação de 2.000.000 mm/min para rolamentos de esferas e rolos cilíndricos. O baixo torque de partida é um requisito crítico nessas aplicações.

Arcanol VIB3: Para aplicações vibratórias

A ARCANOL VIB3 foi especialmente formulada para rolamentos sujeitos a vibrações intensas, condição que degrada rapidamente graxas comuns por romper o filme lubrificante e separar o óleo do espessante. É indicada para vibradores industriais, peneiras, compactadores e equipamentos de processamento de minério.

Arcanol FOOD2: Para indústria alimentícia

A FOOD2 é a graxa Arcanol certificada para contato acidental com alimentos (certificação NSF H1), atendendo às exigências sanitárias da indústria de alimentos. Formulada com óleo base sintético de grau alimentício à base de PAO (polialfaolefina), é indicada para rolamentos em equipamentos de processamento, envase e transporte de alimentos onde não se pode usar graxas convencionais.

Graxa Azul FAG: a escolha prática para manutenção geral de rolamentos

graxa azul fag

Ao lado da linha Arcanol, a FAG comercializa a Graxa Azul, produto amplamente reconhecido pelo mercado industrial brasileiro e um dos mais utilizados em operações de manutenção de rolamentos de uso geral. Seu nome é funcional: a coloração azul característica facilita a identificação visual no campo, o que tem valor prático real em ambientes industriais onde diferentes lubrificantes são gerenciados simultaneamente.

A Graxa Azul FAG é uma graxa mineral de espessante de sabão metálico de lítio, consistência NLGI 2, com as seguintes especificações técnicas principais:

  • Temperatura de operação: –35°C a +120°C
  • Ponto de gota: ~182°C
  • Viscosidade do óleo base a 40°C: 133 a 144 cSt
  • Teor de óleo mineral: mínimo 85%
  • Aditivos R&O (anticorrosão e antioxidação): presentes
  • Estabilidade à água (ensaio Emcor): 1 máximo

Sua formulação inclui aditivos especialmente selecionados para garantir boa estabilidade mecânica, proteção contra ferrugem, resistência à oxidação e separação controlada de óleo. A textura homogênea e a consistência NLGI 2 a tornam adequada para aplicação por pistola de engraxar, sistemas de lubrificação centralizada e aplicação manual.

Para que tipo de aplicação a Graxa Azul FAG é indicada?

A Graxa Azul FAG é um produto de uso geral, indicada para rolamentos industriais que operam em condições padrão de carga e velocidade, dentro da faixa térmica de –35°C a +120°C. É a escolha prática para:

  • Motores elétricos de baixa e média potência em regime contínuo
  • Rolamentos de mancais de bloco (mancais flangeados e de suporte)
  • Equipamentos agrícolas e máquinas de processo em geral
  • Relubrificação de manutenção em campo onde as condições de operação são convencionais
  • Estoque de consumo regular em almoxarifados de manutenção industrial

A homogeneidade da textura e o desempenho estável em diferentes condições climáticas fazem da Graxa Azul um produto adequado para o uso nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde a variação de temperatura e umidade entre ambientes internos e externos pode ser significativa.

Graxa Azul FAG vs. linha Arcanol: quando usar cada uma?

A Graxa Azul FAG e as graxas Arcanol são produtos complementares dentro do portfólio da FAG/Schaeffler, não concorrentes. A lógica de escolha entre elas é direta:

A Graxa Azul é a solução correta para aplicações convencionais de manutenção geral, onde não há requisitos especiais de temperatura, carga elevada, alta rotação ou ambiente agressivo. É um produto de alta qualidade dentro da sua categoria, com desempenho confiável para a grande maioria dos rolamentos em operação padrão.

As graxas Arcanol são necessárias quando a aplicação impõe requisitos técnicos que extrapolam a faixa de uma graxa mineral NLGI 2 convencional: temperaturas acima de 120°C (série TEMP), cargas muito elevadas (série LOAD), rotações muito altas (SPEED2,6), vibrações intensas (VIB3) ou contato com alimentos (FOOD2).

Na prática, uma operação industrial típica usa a Graxa Azul para a maioria dos equipamentos como transportadores, motores de processo, ventiladores, bombas convencionais, e recorre às formulações Arcanol específicas para os equipamentos críticos com condições de operação fora do padrão.

Embalagens disponíveis

graxa azul fag embalagens 1

Graxa Azul FAG está disponível na Roltek em diferentes formatos de embalagem, do pote de 500g para uso diário, 1kg para relubrificação pontual em campo ao balde de 20kg para consumo contínuo em manutenção industrial.

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Como selecionar a graxa certa para cada aplicação?

A seleção da graxa correta não deve ser feita por conveniência ou pelo que está disponível no estoque. Os parâmetros que determinam a escolha correta são:

1. Temperatura de operação: É o fator mais crítico aqui. Graxas com espessante de lítio convencional perdem consistência acima de 120°C e oxidam rapidamente. Para altas temperaturas, as formulações com poliureia (série TEMP) são a escolha técnica correta.

2. Carga: Rolamentos submetidos a altas cargas radiais ou axiais precisam de graxas com óleo base de alta viscosidade e, preferencialmente, com aditivos EP. A série LOAD cobre esse requisito com precisão.

3. Velocidade: O parâmetro técnico é o fator velocidade (n × dm), que combina rotação e diâmetro médio do rolamento. Quanto maior esse valor, menor deve ser a viscosidade do óleo base da graxa. Graxas muito viscosas em rolamentos de alta rotação geram calor por agitação interna.

4. Tipo de rolamento: Rolamentos de rolos (cônicos, esféricos, cilíndricos) exigem graxas com maior capacidade de suporte de carga do que rolamentos de esferas de mesma série. Isso impacta na escolha da viscosidade e dos aditivos EP.

5. Ambiente de trabalho: Presença de umidade, poeira, agentes químicos ou contaminação por alimentos define requisitos adicionais de resistência à lavagem por água, inércia química e certificação sanitária.

6. Intervalo de relubrificação: A frequência com que a equipe de manutenção consegue relubrificar o equipamento também influencia a escolha. Graxas premium com boa estabilidade mecânica permitem intervalos mais longos, o que é crítico em equipamentos de difícil acesso ou em linhas com baixa janela de manutenção.

A Schaeffler disponibiliza a Grease App, ferramenta de seleção disponível gratuitamente que, a partir das condições de operação informadas (carga, rotação, temperatura, tipo de rolamento), indica qual graxa Arcanol é mais adequada, além de calcular o intervalo de relubrificação e a quantidade ideal de produto.

Erros comuns de lubrificação que causam falhas prematuras em rolamentos

O diagnóstico de falhas em rolamentos frequentemente aponta para erros de lubrificação que poderiam ser evitados. Os mais recorrentes em operações industriais são:

Excesso de graxa: Um dos erros mais comuns e menos intuitivos. A crença de que “mais graxa é mais proteção” é tecnicamente incorreta. O excesso de graxa eleva a temperatura de operação do rolamento por agitação interna, acelera a degradação do lubrificante e pode comprometer a vedação. A quantidade correta de graxa é calculada em função do diâmetro e da largura do rolamento.

Lubrificação insuficiente: O oposto igualmente problemático. Intervalos de relubrificação muito longos ou quantidade insuficiente de produto fazem com que a película lubrificante se rompa, gerando contato metal-metal e desgaste acelerado.

Uso de graxa inadequada para a aplicação: Aplicar uma graxa multiuso convencional em um rolamento que opera a 180°C, ou usar uma graxa de alta viscosidade em um rolamento de alta rotação, são erros que comprometem o equipamento independentemente da qualidade do produto.

Contaminação cruzada: Misturar graxas de espessantes incompatíveis (por exemplo, lítio com cálcio, ou poliureia com sabão de lítio) pode resultar em perda de consistência e separação de óleo. Antes de relubrificar com um produto diferente do original, é necessário remover a graxa antiga.

Uso de graxa genérica em rolamentos de precisão: Rolamentos de alta precisão, como os utilizados em fusos de máquinas-ferramenta, motores de servo e equipamentos de medição, requerem graxas com controle rigoroso de consistência e pureza. Graxas genéricas contêm contaminantes que danificam pistas e elementos rolantes com acabamento superficial micrométrico.

Estabelecer um plano de lubrificação estruturado, com produtos corretos, quantidades definidas e intervalos calculados por equipamento, é o passo fundamental de qualquer plano de manutenção industrial eficiente.

Lubrificação e manutenção preditiva: a conexão que reduz custos

A qualidade da lubrificação tem impacto direto nos indicadores de manutenção preditiva. A análise de vibração, por exemplo, é sensível à condição do lubrificante: um rolamento sublubrificado apresenta assinatura vibracional distinta de um rolamento em boas condições, o que permite à equipe de manutenção identificar o problema antes da falha catastrófica.

Da mesma forma, o monitoramento termográfico detecta pontos quentes provocados por excesso de graxa ou graxa inadequada para a temperatura de operação. Termograficamente, um rolamento com graxa em degradação apresenta elevação de temperatura antes de qualquer sintoma auditivo ou de vibração.

Integrar a seleção correta de lubrificantes ao programa preditivo cria um ciclo virtuoso: a graxa certa reduz a taxa de degradação do rolamento, os sensores identificam qualquer desvio mais cedo, e as intervenções de manutenção acontecem no momento correto, nem cedo demais, nem tarde demais.

Onde encontrar graxa para lubrificação industrial no Nordeste?

A Roltek Rolamentos é distribuidora autorizada das marcas FAG e INA (Schaeffler Group) no Norte e Nordeste do Brasil, com estoque próprio das principais referências da linha Arcanol e graxa azul da FAG para atendimento imediato. Com o maior estoque de rolamentos, correias, mangueiras e graxas industriais do Norte e Nordeste, a Roltek oferece disponibilidade regional para clientes industriais que não podem esperar por prazos de entrega de distribuidores do Sudeste.

Para consultar disponibilidade, especificações técnicas ou solicitar assessoria na seleção do produto correto para sua aplicação, entre em contato com a equipe técnica da Roltek.

Perguntas frequentes sobre lubrificação industrial com graxas

Posso usar qualquer graxa multiuso para lubrificar rolamentos industriais?

Tecnicamente não é recomendado. Graxas de uso geral são formuladas para uma faixa ampla de aplicações, o que significa que raramente são otimizadas para nenhuma delas. Para rolamentos em aplicações industriais com temperaturas, cargas ou velocidades específicas, a seleção de uma graxa formulada para aquelas condições resulta em vida útil consideravelmente maior e menor taxa de falhas.

Qual a diferença prática entre as graxas Arcanol MULTI2 e MULTITOP?

A MULTI2 é uma graxa de base mineral com sabão de lítio, indicada para rolamentos de esferas de diâmetro externo até 62mm em condições padrão. A MULTITOP tem formulação mais avançada, com base de óleo mineral+éster e aditivos EP, oferecendo melhor desempenho em temperaturas mais baixas (até –40°C) e maior capacidade de carga. Para a maioria das aplicações industriais, a MULTITOP é o produto com melhor custo-benefício dentro das graxas universais da linha.

Como calcular a quantidade correta de graxa para relubrificar um rolamento?

A fórmula padrão usada pela FAG é: G = 0,005 × D × B, onde G é a quantidade de graxa em gramas, D é o diâmetro externo do rolamento em milímetros e B é a largura total do rolamento em milímetros. Para uma primeira lubrificação, recomenda-se preencher entre 30% e 50% do volume livre interno do rolamento. O aplicativo Schaeffler Grease também faz esse cálculo automaticamente a partir dos dados do rolamento.

Posso misturar graxas de marcas diferentes no mesmo rolamento?

Depende da compatibilidade dos espessantes. Graxas com o mesmo tipo de espessante (por exemplo, ambas de sabão de lítio) são geralmente compatíveis. Mas misturar espessantes incompatíveis, como poliureia com sabão de lítio, ou sabão de cálcio com sabão de sódio, pode causar perda de consistência, separação de óleo e falha de lubrificação. O procedimento correto ao trocar de produto é remover a graxa anterior antes de aplicar a nova.

Com que frequência devo relubrificar rolamentos industriais?

O intervalo de relubrificação depende de vários fatores: rotação, temperatura, carga, tamanho do rolamento e tipo de graxa. Para um motor elétrico de indução padrão operando em temperatura normal, o intervalo típico com graxas Arcanol MULTITOP ou MULTI2 varia de 3.000 a 10.000 horas. Em condições mais severas, alta temperatura, alta carga ou ambiente contaminado, os intervalos são menores. O cálculo preciso deve ser feito com base nas condições reais de operação, usando as ferramentas técnicas do fabricante.